Para Cecília Russo Troiano, psicóloga e CEO da TroianoBranding, “estamos vivendo um momento único do mercado, muito único, em que a gente tem todas as gerações consumindo e talvez exista um tema que une todos esses públicos. Agora, se a marca faz um recorte muito geracional, corre o risco de estar perdendo vários outros consumidores e, muitas vezes, fazer todos esses recortes implica uma questão econômica, com a criação de novos roteiros. Quando você tem um formato que se adapta a mais pessoas, você tem uma otimização de recursos”, pontua.
Para a psicologia, segundo ela, trata-se de ir além do decretar o fim das gerações no consumo. “Parece que agora, talvez até por conta do crescimento do uso da inteligência artificial, as marcas só vão existir se falarem diretamente com as pessoas. Defendemos que é necessário estar muito próximo das pessoas para ser relevante. Uma proximidade sem preconceitos, querendo ouvir de verdade, praticando o sentido da escuta e estar muito atento ao que as pessoas buscam hoje e à tendência para o futuro. Essa proximidade com as pessoas é fundamental para se criar relevância e vínculos”, afirma.
Especialista em mapear tendências, inovações e hábitos futuros, Iza Dezon percebe que o grande ‘influencer’ está muito mais perto do que as equipes de marketing podem imaginar. “Estamos sempre mirando na celebridade, uma figura distante, mas as pessoas respondem que foram influenciadas pela amiga, pela vizinha, pessoas nas proximidades que nem esperamos com o investimento que se faz em mídia e outros canais. Isso se dá porque a gente se conecta com as pessoas pelo estilo de vida. Mesmo com as celebridades influenciadoras, vamos acabar gravitando na direção de quem está alinhado com as nossas escolhas, as nossas estéticas, princípios e valores, e isso também depende do nível de profundidade de cada um”, diz.